Índice de Apgar

O índice de Apgar refere-se a uma estimativa da vitalidade do recém-nascido e é amplamente utilizado, desde a década de 1950, quando foi criado, até os dias de hoje. Criado por Virginia Apgar (1909-1974), médica anestesiologista, além de ativa violinista, nascida em New Jersey – USA, o índice é obtido através do uso de um protocolo de avaliação que aborda 5 pontos a considerar:

  • ritmo cardíaco;

  • ritmo respiratório;

  • tônus muscular;

  • coloração da pele, correlacionando com condições de cianose e palidez;

  • e irritabilidade reflexa, correlacionando com choro, espirro, movimento de membros.

Após a avaliação de cada ponto são conferidas notas de 0 a 2, de modo que nota 0 qualifica o respectivo ponto como de sinal “AUSENTE”, nota 1 qualifica como de sinal “INTERMEDIÁRIO” e nota 2 como de sinal “PRESENTE”.

A avaliação é realizada 1 minuto após o nascimento e repetida no 5º minuto. Somadas todas as notas obtidas em cada momento, chega-se ao índice de Apgar, que pode variar de 0 a 10. Índices abaixo de 7 representam presença de anormalidades, podendo demandar atendimento em UTI neonatal. E quanto menor o índice, pior o prognóstico e maior a morbidade e mortalidade, de modo que, condições de asfixia estão quase sempre presentes, aumentando a chance de danos neurológicos, como a encefalopatia hipóxico-isquêmica, podendo resultar em lesões auditivas. Por conseguinte, após extensa análise estatística, a literatura atual considera a obtenção de índices de Apgar INFERIORES a 5 ou a 7, no 1º ou 5º minutos, respectivamente, como indicadores de risco de deficiência auditiva.

Vale ressaltar que o índice de Apgar pode ser rebaixado em condições especiais, tais como, prematuridade, sedação materna e disfunções neuromusculares.

Anúncios